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  • Vidro – E Aí?

    18 de janeiro de 2019

    Vidro – E Aí?

    Vidro – E Aí?

    M. Night Shyamalan é um diretor com altos e baixos. Seus primeiros filmes (O Sexto Sentido, Corpo Fechado, Sinais e A Vila) são considerados grandes obras da virada do século. Porém Shyamalan pareceu perder o rumo na sequência (A Dama na Água, Fim dos Tempos, O Último Mestre do Ar e Depois da Terra). Mas em 2015 ele começou a dar a volta por cima com o ótimo A Visita, primeiro filme da parceria dele com a Blumhouse, produtora de James Blum que tem lançado sucessos incríveis com filmes de orçamento modesto. Na sequência tivemos o fantástico Fragmentado, que contou com uma atuação magistral (e ignorada pelo Oscar, vou bater nessa tecla eternamente) de James McAvoy. Dito isso tudo chego ao novo filme do diretor indiano: Vidro.

    Como soubemos no final de Fragmentado o filme se passava no mesmo universo de Corpo Fechado, e então Shyamalan resolveu fazer um filme pra fechar a “trilogia”, e o faz de forma extremamente competente. David Dunn (Bruce Willis) e Kevin Wendell Crumb e suas 24 personalidades (James McAvoy) são capturados e levados a uma instituição psiquiátrica, onde a doutora Ellie Staple (Sarah Paulson) trata de pessoas com um distúrbio que as fazem pensar que são personagens de histórias em quadrinho. O filme se desenrola  em cima disso, e Shyamalan cria as conexões necessárias entre os filmes anteriores para chegar a um de seus finais mais incríveis até hoje.

    Pra mim um dos grandes acertos de Shyamalan foi trazer atores de Corpo Fechado de volta, casos de Spencer Treat Clark (Joseph, filho de David) e Charlene Woodard (a mãe de Elijah Price, o Mr. Glass, vivido por Samuel L. Jackson), assim como o importante retorno de Anya Taylor-Joy como Casey Cooke, a única sobrevivente da Besta em Fragmentado. Aliás Samuel L. Jackson é um capítulo à parte, mas falar qualquer coisa agora é estragar a experiência desse personagem tão fantástico! E James McAvoy continua merecendo uma indicação ao Oscar, dessa vez potencializado pelo fato de conseguir mostrar TODAS as personalidades em algum momento do filme.

    No fim Vidro é um final de uma história que, talvez, poderia continuar. Mas eu acho que como terminou é perfeito de um modo poético, então Shyamalan deve aproveitar que conseguiu se reencontrar e fazer mais coisas incríveis como ele fazia no começou e vem fazendo atualmente.

    Postado por Will Sparrow

    Avatar do Caos, otaku da velha guarda, brony nas horas vagas.