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  • O Rei Leão (2019) – E Aí?

    23 de julho de 2019

    O Rei Leão (2019) – E Aí?

    Hoje tenho a ingrata tarefa de falar sobre o “remake” de “O Rei Leão”, nova empreitada da Disney ao transformar seus clássicos em live action (ok, nesse caso é discutível se é ou não live action, mas deixa isso pra lá).

    A história todo mundo já conhece: Simba nasce, filho do rei Mufasa, e toda a jornada do herói do leão até se tornar o novo rei. A história é famosa, mas de fato alguns pontos sofreram uma leve mudança, mas nada que faça o filme perder força com relação ao material original. Bom, isso só tratando da história. Quando entramos no verdadeiro problema do filme o caso é outro, completamente diferente. Mas chegarei lá, vou tratar do que funcionou primeiro.

    Visualmente o filme é deslumbrante. Jon Favreau pegou o que já tinha funcionado em “Mogli, O Menino Lobo” e elevou a outro patamar. Você parece estar vendo animais reais, selva real, deserto real… mas é TUDO computador. As interações dos personagens ficaram incríveis também, como no material original. Não há como criticar o filme visualmente… exceto em um ponto, e é aqui que os problemas começam.

    As primeiras críticas que li (principalmente a do Roberto Sadovski) diziam que o maior problema do filme era o fato de os animais não terem expressão, e isso é culpa da perfeição técnica que o filme se propôs a criar. Animais de fato não possuem expressão, então é claro que isso ocorreria. Mas até então eu imaginava que a dublagem poderia cobrir esse “problema”. Mas aí vieram as críticas de amigos que assistiram ao filme, e nesse momento eram com relação a dublagem. Bom, restou a mim assistir ao filme e tirar minhas próprias conclusões. Assisti ao filme (dublado) e concluí que AS DUAS COISAS aliadas são o calcanhar de Aquiles do filme. Fora alguns casos (pra mim Zazu, as hienas, Timão e Pumba se salvaram) a dublagem foi um pecado absoluto. E a cena que me fez desistir por completo foi no auge emocional do filme, quando Simba está com a voz de uma criança desesperada por socorro e a cara de um leão (ou seja: SEM EXPRESSÃO). Isso matou COMPLETAMENTE a cena mais marcante do filme pra mim, e nesse ponto eu entrei em piloto automático, até Hakuna Matata, quando o Simba adulto entra na música e eu queria arrancar os tímpanos. Outro ponto: a cantora Iza como a Nala adulta foi a PIOR COISA que eu ouvi em dublagem desde Luciano Huck dublando Flynn Rider em “Enrolados”, e olha que isso é um comparativo gravíssimo. Sarabi também ficou ruim. O dublador do Mufasa parecia estar lendo o script e não atuando. Scar alternou bons e maus momentos, mas no geral foi ok. E as crianças fizeram um trabalho até satisfatório no que foram exigidas. Enfim, infelizmente os problemas superaram as qualidades e o filme se perdeu completamente.

    Resta agora aguardar as próximas adaptações da Disney de seus clássicos, já que “Mulan” vem aí e tem tudo pra funcionar muito bem! E bom, só recomendo o filme se vocês quiserem ver o seu visual maravilhoso e não ligarem pra dublagem, mas eu aguardaria o filme estar disponível fora do cinema.

    Postado por Will Sparrow

    Avatar do Caos, otaku da velha guarda, brony nas horas vagas.