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  • Mulan – E Aí?

    8 de setembro de 2020

    Mulan – E Aí?

    Mulan – E Aí?

    Mulan é uma das melhores animações da Disney no geral. A história da filha de uma família chinesa que, para evitar que seu pai provavelmente morra na guerra contra os hunos, liderados por Shan Yu, se passa por homem e entra no exército imperial para combater a ameaça. É um clássico entre as animações Disney, e teve uma diferença grande por Mulan não ser uma princesa e nem batalhar pensando no amor. Músicas incríveis, personagens maravilhosos e um elenco de dublagem fantástico (seja o original ou o em pt-br, que pra mim é no mínimo do mesmo nível). Mas a Disney resolveu apostar em fazer algo diferente, sem números musicais, sem Mushu e sem tantas piadinhas. E na minha opinião funcionou.

    Hua Mulan (Yifei Liu) tem um começo muito parecido, mas já demonstrava desde cedo seus dons com o chi. Seu pai, Hua Zhou (Tzi Ma) percebe isso, mas tenta cortar as “asas” dela para que ela seja uma mulher, e não uma guerreira. Mas ela sabe que isso não será fácil, e quando Böri Khan (Jason Scott Lee), junto à “bruxa” Xianniang (Li Gong) resolve levar sua vingança contra o Imperador (Jet Li) e dominar a China um homem de cada família é convocado. Mas o pai de Mulan já tem cicatrizes da guerra anterior e seria facilmente seu fim se respondesse à convocação. Então Mulan toma seu lugar e vai parar na tropa do Comandante Tung (Donnie Yen), e precisa esconder a todo custo sua identidade.

    Se eu fosse analisar pensando somente na animação eu teria alguns problemas, porque na minha cabeça sinto sim falta das músicas e do Mushu. Mas na minha cabeça o filme funcionou bem assim, e vou me focar em não pensar na animação para isso.

    A trajetória de Mulan foi bem executada, inclusive a dificuldade dela em esconder sua identidade, e a falta de um apoio do dragão que faz parte dos ancestrais de sua família deixou a coisa ainda mais interessante. E Xianniang foi um contraponto bem bacana para colocar ela em xeque consigo mesma durante o ataque à tropa de Böri Khan (a versão menos sinistra de Shen Yu). Aliás foi uma das poucas coisas que tive dificuldade em conseguir evitar comparativo, porque Shen Yu é um dos melhores vilões da Disney/Pixar… mas eu gostei mesmo assim.

    O uso da fênix como o símbolo de sua família foi bonito (e gerou uma cena visualmente massa), só que… não teve nenhum real uso além de um momento bonito e só. E o capitão Li Shang acabou dividido em dois personagens (o Comandante Tung e Honghui, que estava na mesma tropa de Mulan). E com isso sim, o personagem perdeu força, mas o uso do Comandante Tung foi bacana, enquanto Honghui serviu mais como um quase rival. Outros pontos que eu destaco são a trilha sonora e as lutas, que remetem a “O Tigre e o Dragão”. E a música final, de Christina Aguilera, me surpreendeu MUITO. Ouçam, ela chama “Loyal Brave True”.

    Quando puderem, deem uma chance ao filme. E tentem assistir sem comparar tanto com a animação, que isso me ajudou um bocado!

    Postado por Will Sparrow

    Avatar do Caos, otaku da velha guarda, brony nas horas vagas.